União das Freguesias de Eiras e Mei União das Freguesias de Eiras e Mei

História

Eiras

RESENHA HISTÓRICA

Acerca da história desta freguesia, tem-se a noção de ser uma freguesia muito antiga, onde o homem deixou as suas marcas, quanto mais não seja através dos seus topónimos, como é o caso do monte do Crasto existente em Eiras, ou seja: sabemos que o nome ou topónimo Crasto ou Castro, significa que outrora existiram nesse local civilizações castrejas. O que não é de admirar, tendo em conta que nas freguesia vizinhas o mesmo se passou. Assim, temos nas freguesia de Álvora e de Portela esse mesmo topónimo Castro, e sabemos que a Freguesia de Mei,  tem sua origem advinda do topónimo Moimenta, que numa linguagem megalítica, significa Pias ou Urnas funerárias desses tempos da nossa ancestralidade.

Ainda, em relação à história, mas num tempo mais próximo do início da nossa nacionalidade, temos a informação contida no livro “Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo” que transcrevemos na integra;

«Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições afonsinas, Santa Comba de Eiras é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui. No catálogo das mesmas igrejas, mandado efectuar, em 1320, pelo rei D. Dinis, para pagamento de taxa, esta igreja aparece com 30 libras.

Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença, desde o rio Lima até ao Minho, foi desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer a Ceuta.

Em 1512, toda a comarca eclesiástica de Valença passou para o arcebispado de Braga, recebendo em troca o bispo de Ceuta, D. Henrique, a comarca de Olivença.

Com vista à incorporação dos 140 benefícios eclesiásticos de Entre Lima e Minho na diocese de Braga, D. Diogo de Sousa mandou proceder à sua avaliação. Santa Comba de Eiras rendia 39 réis, uma libra de cera e 50 alqueires de pão terçado.

Em 1546, no memorial feito pelo vigário Rui Fagundes no tempo de D. Manuel de Sousa, foi avaliada em 25 mil réis.

No Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na sua cópia de 1580, Santa Comba de Eiras figura como sendo da apresentação de leigos, nomeadamente do visconde de Vila Nova de Cerveira, por doação que lhe fora feita, confirmada por D. Diogo de Sousa.

Santa Comba de Eiras ou Nossa Senhora da Expectação – assim referida na “Estatística Paroquial” – foi abadia da apresentação daqueles viscondes.

Em termos administrativos fez parte da comarca de Ponte de Lima, em 1839, e, em 1852, da de Arcos de Valdevez.»


Mei

RESENHA HISTÓRICA

A freguesia de Mei teve originariamente a designação de Moimenta (S. Martinho). O Padre Manuel da Cunha Brito publicou cartas régias de emprazamentos confirmados por D. Dinis. Uma carta de 1299 respeita «ao meu casal reguengo que eu tenho no julgado de Valdevez na freguesia de São Martinho de Moimenta (hoje freguesia de Mei), o qual casal, chamado Fortes, dou a vós e a todos os vossos sucessores o dito casal com os seus direitos».
Hoje, porém, parte dessas terras estão integradas na fregue­sia de Santa Maria de Ãlvora. A sua, antiga, igreja paroquial, reduzida a simples capela de S. Martinho, ficou dentro dos limites de Álvora, tendo entretanto desaparecido.
Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III,  é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado efectuar pelo rei D. Dinis, para o pagamento de taxa, São Martinho de Mei, foi taxada em 30 libras.
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença, foi desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta até 1512.
Nesta ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de  Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
Quando entre 1514 e 1532, o arcebispo D. Diogo de Sousa mandou avaliar os 140 benefícios eclesiásticos incorporados na diocese de Braga, Mei rendia 39 réis, uma libra de cera e 50 alqueires de pão terçado.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, São Martinho de Mei era da apresentação  do visconde de Vila Nova de Cerveira, por doação que lhe fora feita e confirmada.
( Fonte consultada: Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo )

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